
Viajar com o PC é sempre uma experiência única onde não há lugar a momentos de tédio.
O G tinha-me avisado: “olha que os gajos não param… é um ritmo um bocado infernal.”

Logo na primeira noite oito pessoas à mesa, em animada cavaqueira. A seguir ao jantar já alguém nos esperava num bar, não sei onde.

Achei melhor não ir. Qualquer pessoa de bom senso teria concluído que as directas nas noites anteriores à viagem, a juntar à diferença horária, aconselhavam a uma boa noite de sono. Mas era “já ali” e não íamos ficar “muito tempo”.

Entrámos no bar e estávamos em casa. Toda a gente conhecia o PC e o PC conhecia toda a gente. A cada um, pelo menos, 10 minutos de conversa. Numa sala contígua um concerto prestes a começar oferecia umas cadeiras que, depois de o “é já ali” se ter revelado três ou quatro km’s a pé, me pareceram sofás de finas penas.

Quando me sentei, achei, pela primeira vez na vida, que não iria vencer a luta contra o cansaço. Só queria dormir. Não sei o que tocaram nem quem tocou.
As oito horas seguidas que dormi nessa noite ajudaram-me a aguentar o ritmo da semana, estabelecido logo na primeira noite.

Nova Yorque é
mesmo a cidade que nunca dorme.

(Fotos de Devaneante)